Dos brasileiros que já sofreram infarto, 20% não abandonam tabagismo

14/06/2011 - 00:00:00 | 84

Pacientes cardiopatas continuam fumando, em média, 14 cigarros por dia

\r\n Dados de uma pesquisa conduzida em seis capitais do Brasil pelo Instituto Datafolha, em conjunto com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), mostra dados alarmantes sobre o poder viciante dos cigarros. Dos brasileiros que já sofreram infarto, 20% não deixaram o tabagismo e permanecem fumando, em média, 14 cigarros por dia. Participaram do levantamento 610 pacientes do Rio de Janeiro, Salvador, Belém, Goiânia, Curitiba e São Paulo, no período de 15 de dezembro de 2010 a 25 de janeiro deste ano. O objetivo foi descobrir a percepção sobre saúde entre os indivíduos que já tiveram uma parada cardíaca.
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\r\n Os especialistas concordam que é fundamental explicar os riscos de se continuar fumando a estes pacientes. Porém, para que possam de fato abandonar o vício, boa parte deles necessita de apoio psicológico, principalmente depois das primeiras semanas após o infarto. Logo após o evento, todos pensam em largar o vício, que está diretamente ligado a problemas cardiovasculares. Só que com o passar das semanas a abstinência se torna difícil de lidar e com isso muitos voltam ao mau hábito.
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\r\n Existem atualmente diferentes tipos de medicamentos contra o tabagismo: substitutos da nicotina, remédios específicos para abandonar o vício e antidepressivos. Porém, eles só podem ser utilizados aproximadamente quatro semanas após o término da fase aguda do infarto.
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\r\n O fumo atua em de várias formas no organismo, lesando de maneira crônica a parede das artérias e facilitando o surgimento da aterosclerose, que compromete o sistema de coagulação e aumenta também as chances de formação de coágulos. Se os cigarros fossem banidos do mundo, as ocorrências de infarto expressivamente, assim como vários outros tipos de doenças.
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\r\n Vale a pena destacar que um número considerável de pessoas que já sofreram infarto não faz nenhum tipo de acompanhamento e tratamento e não altera seus hábitos. Em média, 80% desses pacientes vão ao cardiologista para consultas de rotina, porém 20% não alteram seu estilo de vida tabagista.
\r\n Outro dado preocupante da pesquisa é que menos de 50% dos pacientes se considera capaz de reconhecer os sintomas de um infarto, que são: pressão e dor no peito e queimação na “boca” do estômago.
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\r\n Por: AgComunicado

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