Idosos se arriscam ao tomar medicamentos por conta própria

04/03/2011 - 00:00:00 | 127

O melhor é sempre procurar um médico especialista

Um estudo conduzido pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto com mil idosos revela que 30,9% deles usam remédios por conta própria, sem a devida prescrição médica. Com isso, eles correm mais riscos de sofrer efeitos colaterais, problemas de saúde e prejudicar o efeito de outros medicamentos. 
 
O tipo de remédio que o idoso mais consome por conta própria é o antiinflamatório. O perigo neste caso são as interações medicamentosas.  Esses remédios elevam a pressão e podem causar úlceras e problemas renais.

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Segundo a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, o anti-inflamatório é a droga mais perigosa para os idosos, até porque pode levar ao problema do “efeito cascata”. O idoso toma um analgésico e sente náusea. Aí toma outro por conta própria para combater a náusea e sente outro efeito. E assim vai se automedicando e fazendo mal para sua própria saúde.  
 
De forma a diminuir a quantidade de remédios ingeridos, os idosos precisam procurar alternativas, como seguir uma alimentação balanceada, evitar bebidas alcoólicas e usar estratégias para combater a insônia, como dormir em ambientes silenciosos e escuros, por exemplo. 
 
Há casos em que não é possível ficar sem remédio. Por isso mesmo, o melhor sempre é procurar um médico especialista. 

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Perigos da automedicação 

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A automedicação é uma prática comum não apenas no Brasil, mas em outros países também. Debate-se se um certo nível de automedicação seria desejável, pois contribuiria para reduzir a utilização desnecessária dos serviços de saúde.

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Por trás de um ato aparentemente sem consequências está um problema em potencial para a saúde. Uma dose acima da indicada, administrada por via inadequada ou para fins não indicados, podem transformar um remédio em um veneno. Outro problema relacionado é a interação medicamentosa. Quando medicamentos são administrados ao mesmo tempo, eles podem interagir potencializando a ação do outro; gerando a perda de efeitos por ações opostas; ou ainda alterando a absorção, a transformação no organismo ou a excreção de outro fármaco.

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Fonte: Agência Comunicado



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